sexta-feira, 27 de abril de 2012


“O desassossego da infantil procura”

Podemos voltar a ser aquelas crianças ingénuas, olhando, querendo, amando inocentemente?
Procuro-te, nos recantos onde ainda possa haver vestígios de ti, esforço-me não desistindo, dessa minha ambição de te poder encontrar algures, para te dizer que regresses!
Permaneço procurando-te á demasiado tempo, são inúmeros dias perdidos num pensamento nunca achado desde que deixas-te de ser aquele rapaz criança, amando.
Procuro então pela infância contigo vivida e acho-a! Encontra-se num baú cuidadosamente bem guardada, preparada para futura utilização (quase) perfeita, cheira a romance, a amor, a inocência, a felicidade… transborda sentimentos, afectos e paixão.
Vasculho por entre memórias, vivencias e momentos que só as nossas almas de infância conseguem ter e perceber, numa sintonia completa de dois seres inexplicavelmente apaixonados, e sinto o coração a diminuir, aumentando de tristeza.
Numa noite fria, gelada pela tua ausência, espero te baloiçando entre sonho e realidade, achando e perdendo-te!