“O desassossego da infantil procura”
Podemos
voltar a ser aquelas crianças ingénuas, olhando, querendo, amando
inocentemente?
Procuro-te,
nos recantos onde ainda possa haver vestígios de ti, esforço-me não desistindo,
dessa minha ambição de te poder encontrar algures, para te dizer que regresses!
Permaneço
procurando-te á demasiado tempo, são inúmeros dias perdidos num pensamento
nunca achado desde que deixas-te de ser aquele rapaz criança, amando.
Procuro
então pela infância contigo vivida e acho-a! Encontra-se num baú cuidadosamente
bem guardada, preparada para futura utilização (quase) perfeita, cheira a
romance, a amor, a inocência, a felicidade… transborda sentimentos, afectos e
paixão.
Vasculho
por entre memórias, vivencias e momentos que só as nossas almas de infância
conseguem ter e perceber, numa sintonia completa de dois seres
inexplicavelmente apaixonados, e sinto o coração a diminuir, aumentando de
tristeza.
Numa
noite fria, gelada pela tua ausência, espero te baloiçando entre sonho e
realidade, achando e perdendo-te!